quarta-feira, 20 de abril de 2011

ROYAL CABINETS

"Uma casa é uma máquina de morar." (Le Corbusier)




Para ver mais: http://www.behance.net/gallery/ROYAL-CABINETS/1249245

terça-feira, 19 de abril de 2011

Novos caminhos e olhares para espaços alternativos de arte e cultura


Aqui no Estado do Espírito Santo temos problemas muito parecidos com qualquer outra cidade Brasileira. Somos carentes de espaços que possam atender a demanda de uma  produção cultural e artística . A necessidade de espaços alternativos aos institucionais são de importância para a produção vigente no Estado. 

A Casa n° 16 como mais um espaço alternativo de fomento e produção de cultura e arte apoia iniciativas que propiciem mudar a realidade atual de descaso e desvalorização da produção (não só capixaba)  contemporânea.

Essa semana a Casa n°16 recebeu um email sobre o fechamento do Jardim Secreto, mais um espaço alternativo de Vitória que não pode funcionar pois foi  interditado por ainda não ter obtido a ATUALIZAÇÃO do alvará de localização e funcionamento, que já havia sido anteriormente solicitado ao órgão competente.

Para isso está sendo veinculado na Internet um abaixo assinado. Embora o abaixo-assinado não tenha força jurídica, ele pretende mostrar  publicamente que a sociedade está atenta para estas questões.

Entre e dê sua contribuição!

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Jardim

Abaixo está um texto de Alê Youssef que foi publicado na Revista Trip sobre a o incentivo do poder público para ações alternativas da cultura.


Texto por Alê Youssef  Ilustração Alex Gross ( Revista TRIP)


Um dos grandes segredos de São Paulo é que sua efervescência acontece pelas iniciativas de gente que arregaça as mangas e vai à luta. Uma das maiores mentiras é que existe compreensão do poder público com o que há de novo na cena cultural

São Paulo é sinônimo de caos urbano. A cidade foi construída na desordem, sem nenhum planejamento, e representa todos os elementos de um sistema em que a competição pelo sucesso e a busca pelo lucro superam qualquer trabalho por um ambiente saudável de vida coletiva.

Do ponto de vista da organização cultural, a cidade também é caótica e desigual. Os equipamentos públicos culturais são subutilizados, dominados pela burocracia e pela caretice. Mas, nas entrelinhas desse quadro, cresce vertiginosamente uma arte resultante da diversidade, gerada na interpretação e na resistência ao caos. Seus intérpretes fazem parte de uma geração que assimilou a linguagem da internet, dos movimentos urbanos, da moda, da publicidade e de formas não convencionais de expressão.

Em contraposição à falta de contato com os equipamentos formais de cultura e ao pífio incentivo do poder público, esses personagens se organizaram em coletivos, clubes noturnos, companhias de teatro e galerias que não habitam somente o underground dos bairros mais movimentados, como também buscam outros ares, revitalizando regiões da cidade. A nova rua Augusta, a praça Roosevelt, o reconhecimento do grafite como principal arte e cara da cidade, os negócios alternativos e certeiros do skate e da nova música são exemplos de como essa geração está ditando cada vez mais os rumos da cultura paulistana.

Infelizmente, ao contrário desse movimento, as ações públicas se perdem em investimentos enormes e sem capilaridade social, como o que acontece na tentativa frustrada de revitalização da Cracolândia. Não se dá suporte para os micro e pequenos empresários e para os agitadores culturais. Não se apoia o dia a dia, a construção coletiva, o processo de mudar a cidade em conjunto com a população.

IDADE DA PEDRA

Em 2009 participei da criação do bloco carnavalesco Acadêmicos do Baixo Augusta, que, por meio da mais popular manifestação cultural do Brasil, canta a diversidade, os valores e a revitalização pela arte que a região está vivendo. Imaginávamos que, por se tratar de Carnaval, teríamos um pouco mais de facilidade junto aos órgãos públicos. Mas não foi o que ocorreu. Posso dizer que a alegria e a felicidade que vemos nas ruas nos dias da festa são proporcionais às dificuldades que temos que enfrentar. São barreiras burocráticas, máfias, má vontade e uma total e completa falta de compreensão da verdadeira vocação da cidade.

Estamos de fato na Idade da Pedra quando falamos em valorização da cultura alternativa. A economia criativa não é compreendida nem quando explicada na letra de um samba. Um dos grandes segredos da cidade é que toda sua diversidade e efervescência acontece pelas diversas pequenas iniciativas privadas de gente que arregaça as mangas e vai à luta. Uma das maiores mentiras é que existe alguma compreensão com o novo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ação entre amigos



Muitas oportunidades para ter obras de arte e fazer o bem!

Estamos há quase 10 semanas do período de nascimento do Benício ( filhotinho da Lud e do Borém) e para a arrecadar uma graninha para os preparativos temos um ótimo momento de participar dessa ação entre amigos!

Cada Rifa está no valor de R$ 15,00 e temos como prêmio:

1º Prêmio: Pintura de Gabriel Borém (foto).
2º Prêmio: Obra sobre papelão de Gabriel Sampaio.
3º Prêmio: Gravura 1
4º Prêmio: Gravura 2
5º Prêmio: Gravura 3

O sorteio será pela Loteria Federal no dia 21/05/2011 (Sábado).
Para escolher seu número e obter mais informações entre no blog: http://cegonhaanunnaki.blogspot.com/

terça-feira, 29 de março de 2011

A Rua é Nóiz !



"Me perder, me encontrar, a cada vento que soprar."
Emicida



A passagem foi rápida mas a cada encontro, a troca é sempre positiva. Desta vez a Casa nº16 (Residência solidária do Grito do Rock- Vitória/ES) recebeu meninos ilustres da música nacional.

Uma galera cheia de atitude que tem feito muito sucesso dentro e fora do Circuito Fora do Eixo.  Foi um prazer receber mesmo que rapidamente o Macaco Bong e Emicida (e sua equipe).

Apesar de rápido deu tempo para tomar uma cervejinha, praticar a conversa fiada de todo dia e para os mais animados ( resistência do rock) conhecer a Praia da Costa e dar um mergulho!

Obs: Emicida, juro que da próxima vez  faço o patê de atum!



Os heróis da resistência...praiana diretamente do grito do rock...rsrs!!




Novos amigos são sempre um grande prazer para a Casa nº16!!
Voltem sempre!


Para quem não conhece um pouquinho do trabalho dessa galera!

O Macaco Bong nasceu em Cuiabá (MT) no ano de 2004 como um quarteto de rock instrumental. Logo no ano de 2005 a banda se tornou um power trio, permanecendo com a proposta de rock instrumental .



Seu nome de batismo é Leandro Roque de Oliveira. Porém, após seqüenciais vitórias e prêmios acumulados nas batalhas de free style na capital paulista, Leandro Roque ganhou a curiosa alcunha de Emicida: nome que une MC (mestre cerimônia) com homicida. É que ele ficou conhecido por assassinar todos os MCs que o desafiaram nas batalhas. O apelido caiu bem.





Confira agora algumas fotos do Grito do Rock aqui em Vitória



















Morro do Moreno em noite de lua cheia!


“Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.”
                            Paralamas





quinta-feira, 24 de março de 2011

Lasanha de Berinjela

 "Que a comida seja teu alimento e o alimento tua medicina." (Hipócrates)




Lasanha de Berinjela by Igor Messina

Ingredientes

2 berinjelas
1 pimentão amarelo
1 pimentão vemelho
2 milhos crus
3 vasilhas de queijo mussarela em fatias
Queijo parmesão ralado
50g de champignon ou shitake fresco
500g de Molho de tomate (caseiro ou pronto)
Manjericão, alecrim, azeite, cebola, alho e azeitona à gosto

Modo de Fazer:


1- Cortar sa berinjelas em fatias longas e finas e separar numa vasilha com água.
2- Prepare o molho de tomate com a cebola e o alho
3- Descasque e corte os dentes do milho, acrescentando no molho
4- Pique os pimentões em cubinhos e acrescente (lembre-se de tirar as sementes e a parte branca de dentro do pimentão)
5- Deixe engrossar.
6- Pique os cogumelos e acrescente quando o molho estiver quase pronto
7- Em um refratário vá fazendo camadas de berinjela; molho; manjericão, alecrim, azeite e azeitonas à gosto; e queijo mussarela. Inicie com uma camada só do caldo do molho, para não grudar a berinjela no fundo. Faça a última camada com o queijo parmesão ralado sobre o queijo mussarela.
8- Asse em forno médio por 40 minutos

Receita para 4 pessoas

Arroz integral com brócolis é um bom acompanhamento É só fazer com 3 copos de água para um de arroz. Bom apetite!

terça-feira, 22 de março de 2011

Residência Artística de Victor Monteiro na Casa n°16

Já ensaiamos trabalhos, filosofias, quereres e carências. Falamos de tudo , ficamos em silêncio, nos atravessamos olhando através de nós e para além, vagando nossos sonhos em espaços outros que não os que fincam nossos pés no chão. Sim, temos raízes profundas, mas, às vezes, nos esquecemos delas. Sei lá há quanto tempo esse apontador mora em minha alma, mas não é de hoje. 

Agora o que percebi com sua presença constante, porque ele veio dividir comigo a estadia nessa terceira alma imensa de janelas grandes e portas abertas, o que percebi é essa coisa de fincar os pés e fazer, sabe? Nisso ele é bem melhor que eu. Ao observá-lo em seu trabalho, que parece um fugir, e pode até ser, mas não a fuga para uma ilusão qualquer, percebi o mergulho para o dentro do dentro , submergindo em camadas, uma camada a mais antes de voltar à tona d'água.

Ia dizer que não há fantasia em sua introspecção, mas há, e há memória, desejo, e  tudo é tão real quando vejo seu mundo surgindo na varanda, lapidado pela energia de tempos imemoriais, num labirinto de montanhas e penhascos tão antigo quanto  a alma do seu criador .
"Do topo do mundo para o fundo de mim", do fundo para a luz do movimento que nos faz, lapidando-nos incessantemente.



Ele passou, mas a energia empregada em seu fazer e a colaboração para que a casa nossa de todo dia fosse sempre diferente, permanece: partículas no ar, lascas do tempo, apontamentos, caminhos, meditAÇÃO. 

Obrigada pelo ensinamento, pela introspecção, pelo companheirismo, pela alegria, pela rabugem, pelo amor. 

Volte sempre.
Saudades!






Agora a instalação apontamentos está no MAES - Museu de Arte do Espírito Santo

Clique no convite para conhecer um pouco mais  sobre a Exposição Edital 11 e o MAES

Um dia de chuva

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro